LIÇÕES BÍBLICAS CPAD — JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre


Título: A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante
Comentarista: José Gonçalves


TEXTO ÁUREO


Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA


O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

HINOS SUGERIDOS


121, 126, 229.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Sl 90.2
Deus é eterno


Terça - Is 51.12
O homem é mortal


Quarta - Jo 10.35
A Bíblia é a infalível revelação de Deus


Quinta - Cl 2.15
A salvação foi conquistada na cruz


Sexta - 1 Pe 4.12
Os justos também sofrem


Sábado - Gl 6.2
Devemos servir uns aos outros

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Lucas 12.13-21.

13 - E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.
14 - Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?
15 - E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.
16 - E propôs-lhes uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância.
17 - E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.
18 - E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;
19 - e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
20 - Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?
21 - Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.

INTERAÇÃO


Prezado professor, apresente aos alunos o tema geral do primeiro trimestre de 2012 de Lições Bíblicas: “A Prosperidade à luz da Bíblia: A vida cristã abundante”. Explique que as treze lições analisam a prosperidade dentro de uma perspectiva bíblica ortodoxa. Fale também sobre o comentarista, pastor José Gonçalves — escritor, conferencista, bacharel em teologia, graduado em Filosofia; membro da Diretoria da Convenção Estadual da Assembléia de Deus do Piauí (CEADEP) e do Conselho de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Explicar as raízes da Teologia da Prosperidade.
  • Descrever os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade.
  • Analisar as principais conseqüências da Teologia da Prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, inicie a aula de hoje dizendo aos alunos que não é errado o crente ser próspero. Deus é bom e deseja que tenhamos uma vida abundante (Jo 10.10). Entretanto, isso não significa que teremos ausência de dor, escassez ou momentos difíceis. A Palavra de Deus está repleta de exemplos de homens que padeceram dores, enfermidades e escassez. Por isso, nesta primeira lição, enfatize que não podemos aceitar as heresias e as aberrações da chamada “Teologia da Prosperidade”. Este movimento, que surgiu no EUA, alastrou-se rapidamente pela América Latina e tem feito muitas igrejas abandonarem o genuíno Evangelho. Precisamos estar atentos, como disse-nos Jesus: “Acautelai-vos” (Lc 12.15).

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Teologia da Prosperidade: Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.

Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã. Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

1. Gnosticismo. Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo. Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos. Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria. Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão. A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo. Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau. Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
2. Crenças perigosas. Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29). Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”. Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade. Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente. Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.
3. Confissão positiva. A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.
Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã. Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos. Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado. O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser. Uma das mais utilizadas é a do determinismo. Fórmula essa que tem a força de mandar até mesmo em Deus! Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

As raízes da Teologia da Prosperidade não estão firmadas nas Sagradas Escrituras.


II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Divinização do homem. A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”. Kenneth Kopeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”. A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”. Sendo deus, o crente agora pode tudo. A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).
2. Demonização da salvação. Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação. Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação. Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno. Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação. A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).
3. Negação do sofrimento. Os crentes não precisam mais sofrer. Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes. Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)


SINOPSE DO TÓPICO (II)

Contrariando o que a Bíblia diz, que o homem é estruturalmente pó, a Teologia da Prosperidade afirma que os homens são “pequenos deuses”.


III. CONSEQÜÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.
3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A divinização do homem, a demonização da salvação e a negação do sofrimento são os principais pilares da Teologia da Prosperidade.


CONCLUSÃO

A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico. Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã. Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade. A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.

VOCABULÁRIO


Hipnose: Prática que leva uma pessoa ao estado de transe, a fim de analisar o seu inconsciente.
Mesopotâmia: Região situada entre rios.
Ocultismo: Estudos e práticas de arte divinatórias.
Parapsicologia: Estudos pseudocientíficos dos fenômenos da psique humana.
Platonismo: Doutrina de Platão, filósofo grego.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


HANEGRAAFF, H. Cristianismo em Crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.
SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.

EXERCÍCIOS


1. O que afirmava a doutrina do gnosticismo?
R. Que a matéria era má e o espírito bom.

2. Segundo a lição, o que afirma a confissão positiva?
R. Ser possível o cristão viver em plena saúde e vida financeira.

3. Quais são os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade?
R. Divinização do homem, demonização da salvação e negação do sofrimento.

4. O que afirma o ensino da demonização da salvação?
R. Que Jesus quando morreu na cruz, assumiu a natureza de Satanás e nasceu de novo no inferno para conquistar a salvação.

5. Cite três conseqüências nocivas da Teologia da Prosperidade.
R. Profissionalismo ministerial, espiritualidade mercantil e narcisismo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Apologético

“A Teologia da Prosperidade
A mensagem dos profetas da Prosperidade está centrada na saúde e na prosperidade, e não na salvação, sendo um desvio do verdadeiro evangelho de Cristo.
O movimento Confissão Positiva não é denominação e nem seita, mas um movimento no seio das igrejas pentecostais e neopentecostais, que enfatiza o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É, também, conhecido como ‘Teologia da Prosperidade’, ‘Palavra da Fé’ ou ‘Movimento da Fé’. Sua origem está no ocultismo, suas crenças e práticas, algumas vezes, são aberrações doutrinárias e outras heresias.
A Confissão Positiva é uma adaptação, com aparência cristã, das idéias do hipnotizador Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866), conhecido como Pai da Ciências da Mente. Quimby era praticamente da saúde mental e acreditava que o pecado, a enfermidade e a perturbação só existem na mente das pessoas, e não, na realidade. Chamava seu sistema metafísico de cura de ‘Ciência do Cristo’, e, em 1863, chamou-o de ‘Ciência Cristã’.
Os quimbistas criam no poder da mente, negavam a existência da matéria, do sofrimento, do pecado e da enfermidade. Deles, surgiram vários movimentos ocultistas [...]. Seus promotores querem, ainda hoje, passar-se por cristãos evangélicos” (SOARES, E.Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.305,6).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Apologético

       “Essek William Kenyon. O movimento Confissão Positiva surgiu de forma gradual a partir dos ensinos e escritos de Essek William Kenyon (1867-1948), cujo ensino era inspirado na seita Ciência Cristã. Em 1891, Kenyon ingressou na Emerson School of Oratory (Escola Emerson de Oratória), em Boston, EUA, escola eclética fundada e dirigida por Charles Emerson.
Kenyon empenhou-se nas campanhas, pregando salvação e cura em Jesus Cristo, dando ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade. Aplicava a técnica do poder do pensamento positivo. Não era pentecostal, pastoreou várias igrejas e fundou outras. Ele foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Escreveu 16 livros, e, depois de sua morte, em 1948, sua filha encarregou-se de publicar suas obras que tiveram grande influência na ‘Palavra da Fé’. Hoje, ele é conhecido como o Pai do movimento Confissão Positiva”.
       “Keneth Hagin. É reconhecido como mestre, prolífico autor e advogado da mensagem da ‘Palavra da Fé’. Nasceu prematuramente, em 1917, com problemas de coração e ficou inválido durante 15 anos. Ele converteu-se ao evangelho em 22 de abril de 1933, e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o curou. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937, ano em que ele tornou-se ministro pentecostal, depois pastoreou seis igrejas no estado do Texas. Hagin foi o principal expositor das idéias de Kenyon”.
(SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.306,9).

LIÇÃO 2 — A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO — 08/01/2012

Os objetivos a serem alcançados com esta aula são:
  • Conceituar a prosperidade no Antigo Testamento.
  • Identificar as fontes da prosperidade no Antigo Pacto.
  • Compreender os princípios veterotestamentários que dão base para a prosperidade.
As Escrituras Sagradas têm muito a dizer sobre a prosperidade do povo de Deus e grande parte desse ensino encontra-se no Antigo Testamento. O hebraico possui cerca de vinte e cinco palavras que podem ser traduzidas respectivamente como prosperidade, riquezas e bens. O termo hebraico mais comum é tsalach (Gn 39.2; Js 1.8; Sl 1.3) e no grego é euodoo (1 Co 16.2).
Todavia, é bom lembrar que a prosperidade no Antigo Pacto não está associada apenas ao acúmulo de posses e bens ou à saúde perfeita, mas, sobretudo, a um íntimo relacionamento com o Senhor. É possível alguém ser rico, possuir boa saúde e muitos bens e mesmo assim não ser próspero.
Ter sucesso, mas não uma vida abundante. Nesta lição, procuraremos mostrar como o Antigo Testamento define alguém que alcançou a verdadeira prosperidade.

TEXTO ÁUREO


Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão(Gn 39.3).

VERDADE PRÁTICA


A prosperidade no Antigo Testamento está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e à dedicação ao trabalho.

HINOS SUGERIDOS


1, 3, 28.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dt 15.7
A prosperidade deve ser solidária


Terça - Pv 10.22
A prosperidade revela a espiritualidade


Quarta - Dt 8.18
A prosperidade associada ao trabalho


Quinta - Gn 26.12
A prosperidade em decorrência da bênção do Senhor


Sexta - Dt 28.2
A prosperidade como retribuição da obediência


Sábado - 1 Sm 2.7
A prosperidade como resultado do agir soberano de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Deuteronômio 8.11-18.

11 - Guarda-te para que te não esqueças do SENHOR, teu Deus, não guardando os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos, que hoje te ordeno;
12 - para que, porventura, havendo tu comido, e estando farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as,
13 - e se tiverem aumentado as tuas vacas e as tuas ovelhas, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens,
14 - se não eleve o teu coração, e te esqueças do SENHOR, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;
15 - que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha do seixal;
16 - que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, e para, no teu fim, te fazer bem;
17 - e não digas no teu coração: A minha força e a fortaleza de meu braço me adquiriram este poder.
18 - Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires poder; para confirmar o seu concerto, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.

INTERAÇÃO


Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito da Prosperidade no Antigo Testamento. É importante enfatizar que a prosperidade na Antiga Aliança está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e a dedicação ao trabalho. É algo que vai muito além dos bens materiais. Veremos que no Antigo Testamento, a verdadeira prosperidade é primeiramente espiritual. Uma vida bem-sucedida não é resultado do sucesso financeiro, mas sim da obediência a Deus, da fidelidade e da santidade: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens” (Pv 3.3,4).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conceituar a prosperidade no Antigo Testamento.
  • Identificar as fontes da prosperidade no Antigo Pacto.
  • Compreender os princípios veterotestamentários que dão base para a prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, inicie a aula de hoje definindo prosperidade. Explique que, diferentemente do que é ensinado em muitos lugares, a prosperidade nas Escrituras está relacionada com a solidariedade, espiritualidade, o bem estar físico, a retribuição e o trabalho como o resultado da soberania do nosso Deus. Para elaborar um resumo panorâmico do tema, reproduza o quadro explicativo abaixo conforme a sua possibilidade. Conclua a lição enfatizando que a prosperidade, tal como as Escrituras expõem, resulta dos atos soberanos de Deus.





COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Prosperidade: Estado do que é ou se torna próspero; abundância.

As Escrituras Sagradas têm muito a dizer sobre a prosperidade do povo de Deus e grande parte desse ensino encontra-se no Antigo Testamento. O hebraico possui cerca de vinte e cinco palavras que podem ser traduzidas respectivamente como prosperidade, riquezas e bens. O termo hebraico mais comum é tsalach (Gn 39.2; Js 1.8; Sl 1.3) e no grego é euodoo (1 Co 16.2).
Todavia, é bom lembrar que a prosperidade no Antigo Pacto não está associada apenas ao acúmulo de posses e bens ou à saúde perfeita, mas, sobretudo, a um íntimo relacionamento com o Senhor. É possível alguém ser rico, possuir boa saúde e muitos bens e mesmo assim não ser próspero.
Ter sucesso, mas não uma vida abundante. Nesta lição, procuraremos mostrar como o Antigo Testamento define alguém que alcançou a verdadeira prosperidade.

I. RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA

1. Prosperidade e solidariedade. Riqueza e pobreza no Antigo Testamento andam lado a lado (Rt 2.1,2). Uma leitura cuidadosa ajuda a corrigir duas idéias erradas sobre os conceitos de pobreza e riqueza. A primeira mostra a riqueza como dádiva de Deus, e a pobreza como marca do julgamento divino. A segunda associa a riqueza à maldade e a pobreza à piedade. Fica logo perceptível que ninguém é amaldiçoado por ser pobre e tampouco abençoado por ser rico. Tanto o pobre como o rico dependem do favor de Deus (1 Sm 2.7,8). A Bíblia mostra primeiramente que os mais abastados devem se importar com os menos favorecidos (Dt 15.4,11). A prosperidade só se legitima quando converte-se em solidariedade.
2. Prosperidade e espiritualidade. A idéia veterotestamentária de prosperidade transcende o simples acúmulo de bens materiais ou o bem estar físico. Na verdade, a compreensão que se tem no Antigo Pacto é que a prosperidade, antes de tudo, é espiritual para só secundariamente ser material (Sl 73). Constata-se pelas Escrituras que existem outros valores, embora não materiais, tidos como grandes riquezas e verdadeiros tesouros (Pv 10.22).
Dentre as várias coisas que a Antiga Aliança mostra como sendo de valor maior do que bens materiais estão, por exemplo, o conhecimento (Pv 3.13; 20.15), a integridade (Sl 7.8; 78.72), a justiça (Sl 15.2; Pv 8.18; 14.34), o entendimento (Pv 15.32; 19.8), a humildade e a paz (Pv 15.33; 18.12; 12.20).
3. Prosperidade e bem-estar físico. O Antigo Testamento apresenta uma variedade de doenças que afligiam o povo (Jó 2.7; Is 38.21). A medicina era limitada e os médicos dos tempos bíblicos quase que se restringiam a tratar dos ferimentos exteriores. Nesse contexto, a Escritura apresenta Deus como o médico de Israel (Êx 15.26).
É interessante observarmos que nessa mesma passagem de Êxodo, Deus também aparece como aquEle que fere. O Deus da Bíblia é poderoso para curar, mas também é soberano para permitir a doença (Dt 7.15; Jó 5.18)! Essa visão teológica do Antigo Testamento revela que sobre todas as coisas está a soberania divina, pois, até mesmo o sofrimento pode atender aos seus propósitos (Sl 119.67).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Na Antiga Aliança a prosperidade está intimamente relacionada com a solidariedade, espiritualidade e o bem-estar físico do homem.


II. A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS

1. O trabalho como propósito divino. No Antigo Pacto, riqueza e trabalho também estão intimamente relacionados. A idéia de prosperar e enriquecer por outros meios que não o trabalho é algo estranho à Escritura. Ainda no paraíso, coube como tarefa ao primeiro homem cuidar do jardim, vigiando-o e lavrando-o (Gn 2.15). Portanto, o Senhor faz prosperar, mas o faz através do trabalho (Dt 8.18). A palavra hebraica koach traduzida como “força”, nessa passagem, significa vigor e força humana. Refere-se claramente ao esforço humano como resultado do trabalho. Por outro lado, a palavra “poder”, traduzida do hebraico chayil, nesse texto, mantém a idéia de eficiência, fartura e riqueza. A perspectiva aqui é que prosperidade e trabalho são indissociáveis. Onde a primeira está certamente o segundo também se encontra.
O trabalho dignifica o homem e o faz prosperar. Esse fato é ampliado na literatura hebraica sapiencial que condena veementemente a indolência e a preguiça (Pv 21.25). Diante do Senhor ninguém será considerado bom crente se negligenciar o trabalho. A esses, cabe o conselho de Provérbios 6.6, pois os homens mais espirituais da Bíblia viviam nos labores de suas atividades.
2. A bênção de Deus como favor divino. Uma idéia fundamental para se compreender a prosperidade no Antigo Testamento é o fato de ela acontecer como o resultado do favor divino. A prosperidade é uma bênção de Deus ao homem (Pv 10.22). Até mesmo os incrédulos enriquecem em decorrência desse favor. Na teologia, isso é definido como “graça comum”, um favor divino dado aos homens indistintamente. É essa graça que faz a chuva vir sobre os bons e os maus (Mt 5.45).
Quando se negligencia esse importante princípio, é fácil transformar o trabalho em mero ativismo em vez de algo prazeroso. Reconhecer o Senhor como a fonte de toda prosperidade é a melhor forma de proteger-se da ganância que persegue quem possui riquezas (Sl 127.1,2).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

No Antigo Testamento a prosperidade é conseqüência direta do trabalho relacionado ao favor de Deus. Logo, a preguiça é reprovável.


III. PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE

1. Retribuição. No período patriarcal, vemos Abraão ser abençoado porque obedeceu a voz do Senhor (Gn 14.18-20). O mesmo acontece com os outros patriarcas (Gn 25.11; 30.43). No Pentateuco, a lei da retribuição é bem conhecida do povo de Deus (Dt 27-28). A obediência seria a causa das bênçãos de prosperidade, enquanto as maldições seriam o efeito da desobediência. Mas é, sobretudo, no período tribal que vemos esse princípio em toda a sua força (Jz 3.12; 4.1; 6.1; 10.6; 13.1).
Para o autor de Juízes, o resultado para a punição dos israelitas dava-se em razão de uma vida desobediente diante de Deus (Jz 21.25). Durante a monarquia, período que vemos a atuação enérgica dos profetas, os reis eram avaliados pelo bem ou pelo mal que haviam praticado diante do Senhor (1 Rs 15.11; 2 Rs 12.2; 16.2; 2 Cr 28.1).
2. Soberania divina. O Antigo Testamento mostra que nem tudo aquilo que se relaciona à prosperidade pode ser explicado simplesmente através de uma lei de causa e efeito ou do pecado e suas conseqüências. É evidente que a lei da retribuição é vista como um princípio básico, mas a teologia da Antiga Aliança deixa claro que a soberania de Deus deve ser levada em conta quando avaliamos as ações dos homens.
Alguns textos revelam que os justos sofrem e os maus prosperam (Sl 73). Embora pareça-nos paradoxal, é bíblico. O livro de Jó, por exemplo, detalha a luta de um homem que, à primeira vista, reconhecia apenas o princípio da retribuição. Os amigos de Jó compartilhavam da visão de que se alguém sofre ou passa reveses na vida é porque cometeu algum pecado (Jó 4.8). Todavia, o real propósito do livro não é apenas focalizar o sofrimento humano, mas revelar como Deus se relaciona com seus filhos (Jó 42.3). Princípio que é fartamente demonstrado em o Novo Testamento (2 Co 12.7).


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A lei da retribuição, bem conhecida pelos judeus, e a soberania divina são os princípios bíblicos que regem a prosperidade veterotestamentária.


CONCLUSÃO

A prosperidade no Antigo Testamento é resultado da bênção do Senhor sobre os empreendimentos do seu povo. Tal prosperidade não se fundamenta em méritos pessoais, mas é uma resposta à obediência que se constrói como resultado de um relacionamento correto com Deus. A prosperidade, portanto, não é meramente circunstancial, nem tampouco pode ser entendida apenas como uma lei de causa e efeito, mas deve levar em conta os atos soberanos do Senhor.

VOCABULÁRIO


Dádiva: Ato ou efeito de dar espontaneamente algo de valor.
Paradoxal: O que se baseia em paradoxos, ou seja, aparentes contradições.
Reveses: Circunstâncias desfavoráveis, ruins de alguma coisa.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


PALMER, M. D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
SOARES, E. Heresias e Modismos: Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

EXERCÍCIOS


1. Quais são as duas idéias equivocadas sobre pobreza e riqueza no contexto do Antigo Testamento?
R. A primeira idéia mostra a riqueza como dádiva de Deus e a pobreza como a marca do julgamento divino. A segunda associa a riqueza à maldade e pobreza à piedade.

2. Como devemos compreender a prosperidade no Antigo Pacto?
R. A prosperidade, antes de tudo, é espiritual para só secundariamente ser material.

3. Explique a relação existente entre a prosperidade e o trabalho no Antigo Pacto.
R. No Antigo Pacto, riqueza e trabalho estão intimamente ligados. A idéia de enriquecer por outros meios que não o trabalho é algo estranho à Escritura.

4. De acordo com a lição, defina graça comum.
R. Graça comum é o favor divino dado aos homens indistintamente.

5. Quais os dois princípios bíblicos por trás da prosperidade no Antigo Testamento?
R. Retribuição e soberania divina.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Teológico

“O que é trabalho
[...] Primeiro, embora estrênuo, trabalho não é simplesmente labuta e fadiga, como alguns tendem a pensar, interpretando Gênesis 3 em parte incorretamente. Na verdade, muitos gozam do trabalho que fazem e os que fazem são os melhores trabalhadores. Não seria estranho dizer que os melhores trabalhadores não trabalham? Segundo, trabalho não é simplesmente emprego remunerado. Embora a maioria das pessoas nas sociedades industrializadas esteja empregada pela remuneração que percebem, muitos trabalham duro sem receber pagamento. Pegue, por exemplo, as donas de casa (raramente donos de casa) que gastam quase todas as horas em que estão acordadas mantendo uma casa em ordem e criando os filhos. Muitas delas com razão se ressentem quando as pessoas insinuam que não trabalham; isto é acrescentar um insulto (Você não trabalha!) e uma injúria (elas não recebem pagamentos). Precisamos de uma definição abrangente de trabalho. [...] Uma definição muito simples de trabalho seria ‘uma atividade que serve para satisfazer as necessidades humanas’” (PALMER, M. D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.225,26).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“Por que Trabalhamos?
[...] Primeiro, Deus criou os seres humanos para trabalhar. Considere os dois relatos da criação nos primeiros capítulos de Gênesis. Em Gênesis 1.26, lemos que Deus criou os seres humanos como macho e fêmea para ‘dominarem’ sobre toda a terra. Dois versículos mais adiante, Deus abençoou o primeiro casal humano e ordenou-lhe que ‘sujeitasse’ a terra e ‘dominasse’ sobre todos os seres vivos (o que, a propósito, não lhe deu licença para destruir o meio ambiente [...]). O ‘domínio’, que só pode ser exercido pelo trabalho, é o propósito para o qual Deus criou os seres humanos (não o único propósito, mas um propósito). Que isso esteja mencionado aqui explicitamente é, sem dúvida, significativo. O trabalho, podemos concluir, pertence essencialmente à própria natureza dos seres humanos conforme originalmente criados por Deus. Isto é porque encontramos realização pessoal no trabalho significativo, e, por outro lado, se não podemos trabalhar achamos que nossa vida é vazia e sem sentido.
[...] Segundo, nós trabalhamos porque Deus nos dota e nos chama a trabalhar. É de se esperar que o Deus que criou os humanos para trabalhar, também lhes desses talentos para realizar as várias tarefas e os chamasse para estas tarefas. E é exatamente isto que encontramos no Antigo Testamento. O Espírito de Deus inspirou os artesãos e artistas que projetaram, construíram e adornaram o Tabernáculo e o Templo. ‘Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel. [...] E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício. [...] Também lhe tem disposto o coração para ensinar a outros’ (Êxodo 35.30-34). ‘E deu Davi a Salomão, seu filho, [...] o risco de tudo quanto tinha no seu ânimo, a saber: dos átrios da Casa do SENHOR’ (1 Cr 28.11,12). Além disso, a Bíblia diz freqüentemente que os juízes e reis de Israel faziam suas tarefas sob a unção do Espírito de Deus (veja Juízes 3.10; 1 Samuel 16.13; 23.2; Provérbios 16.10).
Quando chegamos no Novo Testamento, a primeira coisa que notamos é que todo o povo de Deus é dotado e chamado para fazer várias obras pelo Espírito de Deus (veja Atos 2.17; 1 Coríntios 12.7), e não apenas as pessoas especiais como os artesãos do Templo, reis ou profetas. Colocado no contexto do novo concerto, as passagens do Antigo Testamento citadas há pouco provêem ilustrações bíblicas para uma compreensão carismática de todos os tipos básicos de trabalho humano: Todo o trabalho humano, quer seja complicado ou simples, é possibilitado pela operação do Espírito de Deus na pessoa que trabalha” (PALMER, M. D. (Ed.).Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.227,28).

LIÇÃO 3 — OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL — 15/01/2012

Os objetivos a serem alcançados com esta aula são:
  • Compreender que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero.
  • Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição.
  • Citar algumas das consequências da obediência na vida do crente.
Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para Israel. Mas, também, há muitas advertências para esse mesmo povo, caso viesse a desobedecer a Deus. Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio, embora destinados aos israelitas, deveriam ser lidos por todos os crentes, pois os seus princípios são universais.
Em ambas as passagens, somos alertados quanto ao perigo da desobediência. Mas, lembre-se de uma coisa muito importante: não devemos obedecer a Deus apenas para ser abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.



TEXTO ÁUREO


E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal” (Dt 11.29).

VERDADE PRÁTICA


A verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra.

HINOS SUGERIDOS


6, 50, 432.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dt 27.13
A desobediência quebra a aliança com Deus


Terça - Dt 28.1
A obediência gera a prosperidade


Quarta - Dt 28.18-25
A desobediência traz graves consequências


Quinta - 1 Sm 15.19,20
Atentando para a voz do Senhor


Sexta - 2 Rs 24.14,15
A desobediência traz a derrota


Sábado - 2 Rs 10.30,31
A obediência não pode ser parcial

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Deuteronômio 11.26-32.

26 - Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:
27 - a bênção, quando ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos mando;
28 - porém a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.
29 - E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal.
30 - Porventura não estão eles daquém do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?
31 - Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra que vos dá o SENHOR, vosso Deus; e a possuireis e nela habitareis.
32 - Tende, pois, cuidado em fazer todos os estatutos e os juízos que eu hoje vos proponho.

INTERAÇÃO


Esta lição é de inquestionável importância diante do que temos visto e ouvido no meio evangélico e em nossa sociedade. Atualmente a palavra obediência parece andar um tanto esquecida. Fala-se muito em bênçãos e prosperidade, todavia, muitos se esquecem de que as bênçãos são decorrentes da obediência aos princípios divinos. Obedecer a Deus não é um fardo, mas uma alegria, pois o amamos. A obediência é uma prova viva de amor ao Pai Celestial.
Deus é bom e quer nos abençoar integralmente. Entretanto, Ele também é justiça. A justiça do Pai, assim como a sua bondade, atinge todas as áreas de nossas vidas.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero.
  • Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição.
  • Citar algumas das consequências da obediência na vida do crente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, sugerimos que você inicie a aula levantando a seguinte questão: “De onde procedem tanta violência e males em nossa sociedade?”. Ouça os alunos com atenção e explique que muitos males são advindos da desobediência aos princípios divinos. Enfatize o fato de que a desobediência gera maldição. Depois, reproduza no quadro de giz o esquema abaixo e mostre algumas das consequências da desobediência relacionadas no texto de Deuteronômio 28. Enfatize o fato de que não podemos desenvolver uma relação descompromissada com Deus. As consequências são trágicas!

MALDIÇÕES PARA A DESOBEDIÊNCIA SEGUNDO DEUTERONÔMIO 28

         Pestilência (v.21);
         Consumo pela ferrugem e destruição das sementeiras (v.22);
         Enfermidades (febre, inflamação, úlceras, tumores, sarna) (vv.22,27);
         Seca (v.24);
         Céus de bronze e terra de ferro (v.23);
         Não poderiam resistir os inimigos (v.25);
         Dispersão do povo de Deus (v.64);
         Redução do povo (v.62).

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Obediência: Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.

Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para Israel. Mas, também, há muitas advertências para esse mesmo povo, caso viesse a desobedecer a Deus. Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio, embora destinados aos israelitas, deveriam ser lidos por todos os crentes, pois os seus princípios são universais.
Em ambas as passagens, somos alertados quanto ao perigo da desobediência. Mas, lembre-se de uma coisa muito importante: não devemos obedecer a Deus apenas para ser abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO

1. Deus fala e quer ser ouvido. Moisés chama a atenção do povo para a necessidade de se “ouvir a voz do Senhor”, como condição indispensável para um viver próspero (Dt 28.1). Isto porque as bênçãos do Senhor são fundamentadas em sua Palavra e qualquer promessa deve estar condicionada àquilo que ela diz. No discurso de Moisés, há uma extensa lista de bênçãos que viriam em virtude de uma resposta positiva à Palavra de Deus (Dt 28.1-14).
Observe que o texto não afirma que as bênçãos virão automaticamente, mas em virtude de se ouvir a voz divina (Dt 28.1). Esse dado reforça o fato de que as bênçãos existem e estão disponíveis para serem desfrutadas, mas estão condicionadas a um relacionamento correto com a Palavra de Deus. O Senhor não se responsabiliza por aquilo que Ele não prometeu, ou por aquilo que alguém acrescentou à sua Palavra, acreditando ser parte dela (Dt 4.2; 18.21,22).
2. A obediência e suas reais motivações. Em Deuteronômio, observamos que a verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato. Logo, o relacionamento do crente com o Senhor é a bênção que engloba todas as demais. Não havia, portanto, uma relação de troca ou barganha. A obediência era uma forma de amorosa gratidão no relacionamento com Deus. A desobediência quebrava tal relação (Dt 28.15).
Através da observância da Palavra de Deus, Israel poderia experimentar a verdadeira prosperidade. A condição para tal pode ser resumida na frase encontrada várias vezes no Pentateuco: “Se ouvires a minha voz e, guardares os meus estatutos” (Êx 15.26; 19.5; Lv 26.14; Dt 28.1).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Somente através da observância da Palavra de Deus, podemos experimentar a verdadeira prosperidade.


II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO

1. A quebra da aliança. Em Deuteronômio 27.15-26 e 28.16-19, a maldição aparece como resultado da desobediência, ocasionando a quebra da aliança divina. Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência! A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48). Mas isso não significa que os justos estivessem livres de tribulações e angústias, pois os santos são constantemente provados (Jo 16.33).
2. A maldição da idolatria. A maldição vez por outra alcançava o povo de Israel por causa da idolatria, que é veementemente condenada na Bíblia (Dt 27.15). O que é a idolatria? É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus. Logo, se colocarmos os bens materiais acima de Deus, estamos incorrendo no pecado da idolatria. Isto significa também que não devemos obedecer a Deus, visando apenas as riquezas deste mundo. Temos de amá-lo e obedecer-lhe a Palavra independentemente de qualquer recompensa material (Mt 22.37)!


SINOPSE DO TÓPICO (II)

A maldição é resultado do desprezo aos preceitos divinos.


III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES

1. A bênção como instrumento de proteção. Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12). Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar! Nós somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9). A ideia de um povo santo, separado e consagrado ao Senhor permeia toda a Escritura.
Você quer ser abençoado? Então, reconheça seus limites e consagre-se inteiramente a Deus.
2. Período tribal e monárquico. No período dos juízes, o povo fazia o que achava mais correto (Jz 21.25). Isso explica o estado de anarquia em que a nação estava mergulhada. Somente a intervenção dos juízes trazia o povo de volta à obediência, fazendo-o experimentar a bênção divina (Jz 3.7-11).
No período monárquico, a atuação dos profetas faz-se ainda mais notória. Chamados por Deus para clamar contra a idolatria e as injustiças sociais, os profetas falavam tanto ao povo como aos governantes. A maior parte das profecias do Antigo Testamento está diretamente relacionada ao combate às injustiças sociais.
Para os profetas, nenhuma prosperidade era legítima se fosse alcançada à custa dos menos favorecidos (Is 58.7). Esse período deixa-nos a seguinte lição: a pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20). Estamos nós cuidando dos mais necessitados?
3. As falsas ideias sobre maldição. Atualmente, há um ensino muito popular entre os evangélicos que associa a pobreza ao pecado e os infortúnios da vida a alguma maldição não quebrada. Esse falso ensino é também denominado de “maldição hereditária”.
Crendo nessa falsa doutrina, muitos cristãos entraram numa espécie de paranóia, procurando alguma maldição para quebrar.
Um exame das Escrituras, porém, mostra que a desobediência à Palavra de Deus, e não uma maldição hereditária, é a causa do castigo! Ninguém necessita participar de nenhum ritual de quebra de maldição, pois a Escritura afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Cl 3.13).


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Muitos infortúnios na vida do crente são resultados da desobediência à Palavra de Deus e não de supostas maldições hereditárias.


CONCLUSÃO

Nesta lição, destacamos que Deus quer fazer prosperar o seu povo e para isso deu-lhe muitas promessas. Outrossim, precisamos deixar bem claro que o fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33). Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7). Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.

VOCABULÁRIO


Mandatário: Aquele que recebe mandato ou procuração para agir em nome de outro.
Monarquia: Forma de governo cujo chefe de Estado tem o título de Rei ou Rainha.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol. 1, RJ: CPAD, 2005.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS


1. De acordo com a lição, qual a condição indispensável para um viver próspero?
R. Ouvir e obedecer a voz do Senhor.

2. Qual deve ser a verdadeira motivação para a obedecermos a Deus?
R. A verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato.

3. A maldição na vida do crente é resultado de quê?
R. Da desobediência as leis divinas.

4. O que é idolatria?
R. É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus.

5. Você tem procurado obedecer aos preceitos do Senhor? Quais são os resultados já obtidos?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Teológico

“Maldição
Às várias palavras hebraicas e gregas para maldição, denotam a expressão de um desejo ou oração para que o mal sobrevenha a alguém. Esta ideia encontrou uma grande variedade de usos na vida de Israel, e era universalmente conhecida entre os seus vizinhos. Os termos de um contrato ou tratado eram protegidos pelas maldições ou imprecações dirigidas a qualquer um que violasse o acordo no futuro. Medidas semelhantes de segurança são encontradas nas inscrições reais, onde maldições eram pronunciadas sobre qualquer um que pudesse alterar ou destruir a inscrição. Maldições também eram dirigidas contra assassinos (Gn 4.11,12), assim como contra os inimigos que no futuro pudessem prejudicar alguém (2 Sm 18.32), ou que já estivessem prejudicando alguém (Jr 12.3). Na verdade, as maldições eram empregadas onde quer que estivessem faltando as medidas punitivas e protetoras, ou onde estas estivessem presentes porém fossem consideradas inadequadas.
Quando se trata de Deus, amaldiçoar é um termo antropomórfico que expressa o desagrado divino ou uma justiça vingadora (por exemplo, Gn 3.14-19; 5.29; 12.3). A antítese natural de todas essas maldições é a bênção. A eficácia da maldição dependia basicamente da aprovação e execução divinas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.1202).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“Pronunciarem a maldição (Dt 27.13) — A palavra específica para maldição usada aqui (me’erah) significa um ato de intimação. Esse substantivo e seu verbo (‘arar) fazem mais do que definir as consequências de atos errados. Servem como uma declararão judicial de punições que Deus havia imposto. A pessoa ou coisa amaldiçoada está de uma maneira significativa presa, enfraquecida, limitada e incapaz de fazer o que, de outro modo, tivesse condições. Aqui, como em outras violações da lei divina, a maldição não é pronunciada depois do ato, mas está ligada ao ato; assim, alguém é ‘automaticamente’ amaldiçoado quando peca. Quão fútil pensar, como alguns fazem, que ‘eu estarei salvo, mesmo que persista em andar à minha própria maneira (Dt 29.19)’.
O cativeiro (28.15-68). Essa passagem esboça os cada vez mais severos julgamentos que as futuras gerações podem esperar se persistirem em violar os estatutos de Deus, e afastar-se Dele para a idolatria. A culminante punição é o cativeiro (vv.63,64). Essa punição final é vividamente descrita nos versos 64-68, e é frequentemente encontrada nos profetas. Entre as advertências dos profetas baseadas nessa passagem de Deuteronômio estão: Is 5.13; Jr 13.19, 46.19; Ez 12.3-11; Am 5.27; 6.7; 7.11-17, etc. Essas advertências tornaram-se mais frequentes quando o restante das condenações encontradas em Deuteronômio 28 foram impostas e ignoradas por Israel.
O que realmente aconteceu? Séculos depois que Moisés escreveu as palavras de advertência, o povo de Israel dividiu-se em duas nações, norte e sul. O Reino do Norte, chamado Israel, foi subjugado. O seu povo levado em cativeiro pelos assírios em 722 a.C. O Reino do Sul, Judá, sobreviveu somente até 586 a.C, quando, após uma série de deportações, os babilônios finalmente destruíram Jerusalém” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.138).

LIÇÃO 4 — A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO — 22/01/2012

Os objetivos a serem alcançados com esta aula são:
  • Saber que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
  • Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.
  • Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.
Na lição de hoje, veremos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2). Entre outras coisas, buscaremos responder a esta importante pergunta: Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18). Verificaremos que o sentido de prosperidade, em o Novo Testamento, vai muito além das posses materiais. Você tem porfiado por viver uma vida de íntima comunhão com o Senhor? Isso é viver prosperamente.

TEXTO ÁUREO


Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

VERDADE PRÁTICA


O conceito de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do reino de Deus na época vindoura.

HINOS SUGERIDOS


242, 459, 560.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - 1 Tm 6.8-10
A prosperidade não é sucesso


Terça - Lc 12.15
A prosperidade revela-se no que somos


Quarta - Mt 6.31
A prosperidade e as preocupações da vida


Quinta - Cl 2.2,3
A verdadeira prosperidade


Sexta - At 6.1-6
Prosperidade para suprir os necessitados


Sábado - Rm 15.26
Prosperidade e solidariedade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


2 Coríntios 8.1-9.

1 - Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia;
2 - como, em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade.
3 - Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente,
4 - pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.
5 - E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus;
6 - de maneira que exortamos a Tito que, assim como antes tinha começado, assim também acabe essa graça entre vós.
7 - Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nessa graça.
8 - Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade do vosso amor;
9 - porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis.

INTERAÇÃO


Professor, como você definiria prosperidade? Ser próspero é ter muitos bens materiais? A Palavra de Deus nos mostra que ser bem-sucedido e próspero vai muito além dos bens materiais. Jesus optou por ter um estilo de vida simples e nunca incentivou seus discípulos a buscarem ou acumularem tesouros na terra (Mt 6.19-21). Ele nos ensinou a buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar (Mt 6.33). Para o Salvador o que importa não é o ter, mas o ser. Nesta lição, veremos que verdadeira prosperidade consiste em ter um relacionamento perfeito com o Pai Celeste. Ter vida próspera é ter paz interior. E essa paz dinheiro algum pode comprar.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Saber que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
  • Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.
  • Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, providencie cópias do quadro abaixo para os alunos. Distribua as cópias e explique a turma que, de acordo com a mentalidade mundana e antibíblica, o “ter” passou a substituir o “ser”. Como servos de Deus, não podemos concordar com tal pensamento (Rm 12.2). Com o auxílio das cópias, exponha o contraste entre as mentalidades mundana e bíblica com respeito aos bens materiais. Diga que a Palavra de Deus deve ser a nossa única regra de fé e prática. As Escrituras deixam claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais.





COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Filantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.

Na lição de hoje, veremos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2). Entre outras coisas, buscaremos responder a esta importante pergunta: Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18). Verificaremos que o sentido de prosperidade, em o Novo Testamento, vai muito além das posses materiais. Você tem porfiado por viver uma vida de íntima comunhão com o Senhor? Isso é viver prosperamente.

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA

1. Prosperidade e consumo. Contrastando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres, constatamos haver uma abissal diferença entre ambos. Enquanto os tais doutores incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, o Senhor Jesus e seus apóstolos até desencorajam tal ideia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10). É por isso que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus.
Sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera. Todavia, é importante ressaltar: a prosperidade, de acordo com o ensino apostólico, não significa realização material, mas o aprofundamento da comunhão do ser humano com Deus. Se para o homem moderno prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, para a Bíblia tais coisas não têm valor algum. Aliás, ela até incentiva a perda desses bens (Fp 3.7,8; Lc 18.22; 19.2,8)!
2. Prosperidade e futuridade. A promessa de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos. Por já estarem desfrutando das bênçãos do mundo vindouro (Mc 10.29,30), eles tinham os corações completamente voltados para a manifestação plena do Reino de Deus. Isso levou o apóstolo Paulo a desejar ardentemente a vinda do Senhor (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 4.8).
Faz-se necessário resgatar a dimensão escatológica que caracterizava a Igreja Primitiva (Mt 6.31). A Escritura exorta-nos a não confiar nas riquezas (1 Tm 6.17) nem acumulá-las (Mt 6.19). Se o crente colocar o coração nos bens materiais certamente cairá na tentação da cobiça (1 Tm 6.9,10). Tiago alerta que a confiança nos bens terrenos conduz à opressão e ao engano (Tg 2.6; 5.4).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Ser próspero não significa ter bens materiais, mas uma profunda comunhão com Deus.


II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER

1. Tesouros na terra. O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos (Lc 12.13-21). Nessa passagem, encontramos alguém que estava mais preocupado em ter do que ser. Ele queria “ter” muitos bens materiais, mas demonstrou total descaso em “ser” alguém zeloso pelas coisas espirituais (Lc 12.21). O “ter” está relacionado com aquilo que possuímos, enquanto que o “ser” com aquilo que realmente somos. O texto sagrado revela que quando Deus pediu a alma daquele homem, este nada tinha preparado (Lc 12.20). A riqueza em si não é má. Porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam (Sl 62.10).
A Bíblia condena o “amor do dinheiro”, mas não a sua aquisição através do trabalho honesto e responsável (1 Tm 6.10). Na História Sagrada, encontramos várias pessoas ricas e, nem por isso, foram condenadas, pois tinham a Deus sempre em primeiro plano (Mt 27.57; Lc 19.2). Mas, infelizmente, muitos preferem as riquezas a manter uma profunda e doce comunhão com o Senhor (Lc 18.24).
2. Tesouros no céu. Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais. Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais. Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino. Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência. Foi por isso que os discípulos estranharam quando Jesus afirmou: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25). Diante disso, indagaram: “Logo, quem pode ser salvo?”.
Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação! Jesus prontamente corrigiu essa ideia (Lc 12.15). Paulo deixa bem claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31). Eis por que não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de Deus (Fp 3.7,8). Não se esqueça, Cristo deve ser buscado e almejado, porque nEle estão todos os verdadeiros tesouros e riquezas (Cl 2.3).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

No ensino apostólico, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.


III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA

1. Uma igreja com diferentes classes sociais. Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais. Havia os ricos, a classe média, os diaristas e os escravos. Havia também uma boa parte da população que era amparada pelo governo. Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé (At 6.7). Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18). A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).
2. Não esquecer dos pobres. O cuidado com os menos favorecidos é um dever da Igreja. Paulo recorda que Pedro, Tiago e João, que eram tidos como as colunas da igreja em Jerusalém, pediram-lhe que não se esquecesse dos pobres (Cl 2.10). A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época (At 11.28).
Assim orientado, Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém. As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo (Rm 15.26). Os irmãos de Corinto, entretanto, não se mostraram entusiasmados para cooperar. Por causa disso, foram exortados pelo apóstolo (2 Co 8-9).
Há muitos crentes que, embora ricos espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência. A estes não devemos fechar o coração, mas ajudá-los com alegria. A prosperidade legitima-se com a generosidade.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A prosperidade bíblica legitima-se na generosidade.


CONCLUSÃO

A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais. É o que nos ensina o Novo Testamento.

VOCABULÁRIO


Abissal: Referente ao abismo; abismal.
Donativo: Objeto de doação; presente.
Heterogênea: De diferente natureza.
Homogênea: Adesão entre seus elementos.
Porfia: Luta por uma coisa desejada.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS


1. De acordo com ensino apostólico, o que significa prosperidade?
R. Significa o aprofundamento da comunhão do ser humano com Deus.

2. De acordo com a epístola de Tiago, o que a confiança nos bens materiais gera?
R. A confiança nos bens terrenos conduz à opressão e ao engano (Tg 2.6; 5.4).

3. As riquezas segundo as Escrituras são más? Explique.
R. A riqueza em si não é má. Porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam (Sl 62.10).

4. Quais são os verdadeiros valores segundo a doutrina apostólica?
R. Os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais.

5. A que está relacionada a vida abundante?
R. A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Devocional

“Quando somos bem-sucedidos, não devemos confiar no sucesso, mas acreditar em Deus, que nos concedeu os talentos; permanecer humildes, honestos e dependentes; saber que, por alguma razão, recebemos um dever sagrado; não depender de títulos, influência, dinheiro ou posição; confiar diariamente no Criador e saber que, tenhamos muito ou pouco, o seu amor por nós jamais mudará. Ele não se impressiona com riqueza, educação ou poder. O que o impressiona é a nossa confiança sincera nEle.
[...] Quando Deus nos proporciona algum êxito, a sua intenção é que o usemos a favor dEle. O nosso sucesso pode ser a ferramenta que ajudará outras pessoas, individual ou coletivamente. Ele também pode ser usado com motivos e comportamentos errados, bem como por egoísmo.
Deus criou-nos para sermos bem-sucedidos. Mas qual é a definição que Ele faz de sucesso? Seria poder? Seria aquilo que temos ou quanto dinheiro possuímos? Teria algo a ver com educação, política, ou ser diretor de uma companhia que aparece na lista das 500 empresas mais produtivas [...]?
Estas são algumas definições comuns, e que têm o seu valor. Contudo, é mais profundo que isto. Embora Deus deseje que todos sejamos bem-sucedidos, precisamos entender não apenas a sua definição de sucesso, mas de onde ela vem - e devemos segurá-la gentilmente” (COODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das armadilhas que roubam os seus sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.16).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“[...] O que Deus quer de nós não é o nosso dinheiro. Quando nos entregamos ao Senhor, aderimos à contribuição (2 Co 8.5). Lembre-se do exemplo de Cristo. Ele nos deu tudo para enriquecer as nossas vidas. As riquezas que temos nele são as verdadeiras riquezas, não a opulência material (2 Co 8.9). Contribua na medida de sua possibilidade. O ato de doar não tem como objetivo empobrecer o contribuinte. O que agrada a Deus não é o montante da doação comparada com a nossa disponibilidade, mas a disposição em fazê-lo. Contribua para satisfazer necessidades. A contribuição tem por objetivo as necessidades básicas de cristãos carentes. Este princípio reflete a vulnerabilidade do mundo do século primeiro aos famintos e a igreja nas perseguições, que geralmente significa que os crentes perderam seus meios de subsistência. O princípio de contribuir era uma forma de externar a sensibilidade aos pobres e de que nossa preocupação maior ainda deve ser para com a carência humana e não com as questões de ordem patrimonial, pois a igreja de Jesus é gente. Contribuir é semear. A oferta é um investimento para o nosso futuro eterno. Quanto maior o investimento, maior será o retorno (2 Co 9.6)” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.781).







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