quinta-feira, 28 de março de 2013
Posted by HD INFORMÁTICA
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A terceira sessão da Comissão de Direitos Humanos precisou ser trocada de plenário para poder seguir com a votação das pautas
A terceira sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias presidida pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi marcada por protestos. A polícia precisou interferir para levar um dos manifestantes preso por ter chamado o deputado de racista.
Por várias vezes o presidente da CDHM pediu para que os manifestantes parassem um pouco com as palavras de ordem para que os assuntos da pauta fossem explicados e votados. Um dos assuntos era sobre os corintianos que estão presos na Bolívia.
Enquanto um deputado tentava explicar a situação dos brasileiros que foram presos no país pela morte de um adolescente que assistia ao jogo e foi atingido com um sinalizador, um dos manifestantes gritou que Feliciano era racista.
Indignado o deputado evangélico parou a sessão e pediu para que Marcelo Régis Pereira, 35 anos, identificado posteriormente como um antropólogo, fosse retirado pela polícia legislativa que o encaminhou para prestar depoimento e depois o liberou.
Como os protestos continuaram, Feliciano decidiu dar uma pausa na sessão e transferiu a reunião para uma plenária menor onde apenas os deputados, os debatedores e a imprensa teriam acesso, já que os assuntos eram de urgência.
Além do caso dos torcedores presos na Bolívia, a sessão também tratou sobre a contaminação por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, um caso que merece destaque e urgência por estar prejudicando a população.
Antropólogo grava clipe se afirmando como negro
Depois de ser liberado pela Polícia Legislativa, Marcelo Régis gravou um vídeo acusando mais uma vez o deputado Marco Feliciano de racista e homofóbico.
O vídeo foi postado no canal do Youtube da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) onde Régis se apresenta como negro e gay. No vídeo o antropólogo disse que está indignado “com o que está acontecendo com os direitos humanos no Brasil” e que foi retirado da sessão por ser “negro, gay e pobre”.
Ele faz questão de enfatizar que é negro, gay e pobre para convocar as pessoas a protestarem também contra o presidente recém eleito na Comissão de Direitos Humanos.
Reinaldo Azevedo comenta o vídeo
O jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, tomou conhecimento do caso e escreveu em sua coluna comentando sobre as declarações dadas por Pereira no vídeo.
A etnia do antropólogo foi questionada pelo jornalista assim como sua formação e, portanto, sua condição social já que Antropologia não é um curso de graduação, mas sim de pós-graduação. “Não existe faculdade de antropologia no Brasil. É uma pós-graduação. Isso quer dizer que ele tem um curso universitário e uma especialização. É esse o padrão da pobreza no Brasil?”, questiona Reinaldo Azevedo.
“Esse vídeo é a manifestação do mais escancarado oportunismo”, opina o jornalista da Veja que não defende o deputado, mas deixa claro que em sua opinião há um exagero sobre as calúnias levantadas contra Marco Feliciano.
Azevedo chega até mesmo a criticar seus colegas jornalistas que tomaram partido nesse caso. “É uma estupidez acusar alguém de homofobia por ser contra o casamento gay ou de racismo porque cita (e mal) um trecho da Bíblia. Isso é militância, não é jornalismo”.
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