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quinta-feira, 28 de março de 2013
Posted by HD INFORMÁTICA
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Posted by HD INFORMÁTICA
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Juristas de Cristo manifestam apoio a Marco Feliciano
Eles acreditam na legitimidade da eleição do deputado evangélico e criticam aqueles que estão se opondo ao sistema democrático
Juristas de Cristo manifestam apoio a Marco Feliciano
Por meio de uma nota, a entidade Juristas de Cristo, formada por diversos profissionais de Direito de diferentes correntes denominacionais, comentou sobre a polêmica instaurada com a indicação seguida pela eleição do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
No texto, os juristas comentam sobre a forma democrática como Feliciano assumiu ao cargo de deputado, citando inclusive que ele teve uma “expressiva votação popular”. Os juristas citam também que a presidência da CDHM foi concedida ao deputado evangélico dentro dos acordos partidários e por meio de eleição dos deputados que fazem parte da referida comissão.
Por este motivo, os Juristas de Cristo reconhecem que é legítimo que o deputado siga seu mandato e criticam os opositores que para a entidade são “incapazes de assimilar o espírito democrático”.
“A democracia é um regime vocacionado a proporcionar a liberdade em seus múltiplos aspectos e que a proteção do direito de expressão de um grupo não pode ter como resultado a anulação de iguais direitos por parte de outros grupos”, diz trecho da nota.
Leia na íntegra:
Os membros integrantes do Grupo “Juristas de Cristo”, agrupamento que reúne diversos profissionais do Direito de diferentes correntes denominacionais, com a finalidade de reflexão sobre o Cristianismo e a Cidadania, abaixo assinados, considerando os últimos acontecimentos relacionados à Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, vêm a público:
1) RELEMBRAR à sociedade brasileira, antes de tudo, que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como um de seus fundamentos precisamente o pluralismo político (Constituição Federal, art. 1º, caput e inciso V);
2) PROCLAMAR que, em uma ambiência jurídica e politicamente qualificada como essa, o mínimo que se pode esperar é o efetivo respeito às regras do jogo, democraticamente ajustadas e, já por isso, fortemente impregnadas de interesse público;
3) RECONHECER, nessa perspectiva, a inteira legalidade do ato que conferiu ao Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), parlamentar eleito com expressiva votação popular, a Presidência da referida Comissão, na medida em que plenamente consentâneo com as balizas democráticas, formais e materiais, que versam sobre a questão;
4) PONTUAR que nenhum grupo social, seja qual for a identidade que leve à formação de sua congregação, está eximido de, quando da expressão de seu pensamento e luta por seus ideais, cumprir a lei e se submeter ao respeito à autoridade, à cidadania, à dignidade e à ordem pública;
5) REPUDIAR, justamente por isso, a forma assaz agressiva com que determinadas pessoas — incapazes de assimilar o espírito democrático e descontextualizando fatos — têm procurado, à fórceps, invalidar ato político inteiramente revestido de legalidade e juridicidade, à luz de um tom assustadoramente odioso e discriminatório e que em tudo atrita com aquele patamar mínimo de civilidade que se pode esperar de qualquer agrupamento social contemporâneo;
6) ESCLARECER, ademais, que a presente manifestação em nenhum momento expressa convalidação de todas as ideias do Parlamentar, impondo-se compreender, porém, que a democracia é um regime vocacionado a proporcionar a liberdade em seus múltiplos aspectos e que a proteção do direito de expressão de um grupo não pode ter como resultado a anulação de iguais direitos por parte de outros grupos, igualmente legitimados na arena social e política;
7) CONVOCAR a todos da sociedade brasileira a que debatamos a questão com espírito elevado e pacífico, sobretudo quanto à necessidade de fiel respeito às inexpugnáveis regras do sadio jogo democrático e do pluralismo político, enquanto fator de amadurecimento de nossas instituições públicas e, ao cabo, concretização do valioso bem comum.
Era o que nos cumpria.
Em 26 de março de 2013.
Posted by HD INFORMÁTICA
No comments | 18:47
Marco Feliciano pede a prisão de manifestante que o chamou de racista
A terceira sessão da Comissão de Direitos Humanos precisou ser trocada de plenário para poder seguir com a votação das pautas
Feliciano pede a prisão de manifestante que o chamou de racista
A terceira sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias presidida pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi marcada por protestos. A polícia precisou interferir para levar um dos manifestantes preso por ter chamado o deputado de racista.
Por várias vezes o presidente da CDHM pediu para que os manifestantes parassem um pouco com as palavras de ordem para que os assuntos da pauta fossem explicados e votados. Um dos assuntos era sobre os corintianos que estão presos na Bolívia.
Enquanto um deputado tentava explicar a situação dos brasileiros que foram presos no país pela morte de um adolescente que assistia ao jogo e foi atingido com um sinalizador, um dos manifestantes gritou que Feliciano era racista.
Indignado o deputado evangélico parou a sessão e pediu para que Marcelo Régis Pereira, 35 anos, identificado posteriormente como um antropólogo, fosse retirado pela polícia legislativa que o encaminhou para prestar depoimento e depois o liberou.
Como os protestos continuaram, Feliciano decidiu dar uma pausa na sessão e transferiu a reunião para uma plenária menor onde apenas os deputados, os debatedores e a imprensa teriam acesso, já que os assuntos eram de urgência.
Além do caso dos torcedores presos na Bolívia, a sessão também tratou sobre a contaminação por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, um caso que merece destaque e urgência por estar prejudicando a população.
Antropólogo grava clipe se afirmando como negro
Depois de ser liberado pela Polícia Legislativa, Marcelo Régis gravou um vídeo acusando mais uma vez o deputado Marco Feliciano de racista e homofóbico.
O vídeo foi postado no canal do Youtube da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) onde Régis se apresenta como negro e gay. No vídeo o antropólogo disse que está indignado “com o que está acontecendo com os direitos humanos no Brasil” e que foi retirado da sessão por ser “negro, gay e pobre”.
Ele faz questão de enfatizar que é negro, gay e pobre para convocar as pessoas a protestarem também contra o presidente recém eleito na Comissão de Direitos Humanos.
Reinaldo Azevedo comenta o vídeo
O jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, tomou conhecimento do caso e escreveu em sua coluna comentando sobre as declarações dadas por Pereira no vídeo.
A etnia do antropólogo foi questionada pelo jornalista assim como sua formação e, portanto, sua condição social já que Antropologia não é um curso de graduação, mas sim de pós-graduação. “Não existe faculdade de antropologia no Brasil. É uma pós-graduação. Isso quer dizer que ele tem um curso universitário e uma especialização. É esse o padrão da pobreza no Brasil?”, questiona Reinaldo Azevedo.
“Esse vídeo é a manifestação do mais escancarado oportunismo”, opina o jornalista da Veja que não defende o deputado, mas deixa claro que em sua opinião há um exagero sobre as calúnias levantadas contra Marco Feliciano.
Azevedo chega até mesmo a criticar seus colegas jornalistas que tomaram partido nesse caso. “É uma estupidez acusar alguém de homofobia por ser contra o casamento gay ou de racismo porque cita (e mal) um trecho da Bíblia. Isso é militância, não é jornalismo”.
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